segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Matinta Perera do Acampamento

-Fifififiuuuuu...

-É ela, a Matinta Perera...!

-Olha, Matinta, deixa a gente descansar e amanhã podes passar aqui para pegar tabaco.

No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo.

A cena descrita podia acontecer nos subúrbios de Belém, há alguns anos, ou ainda hoje, no interior do Pará e de toda a amazônia.

Mas .. quem ou o que é a Matinta perera?

Matinta Perera ou Mat-taperê é personagem mitológico por demais conhecido no interior da Amazônia. Todos já ouviram falar do misterioso pássaro que dá assobios assemelhados ao seu nome, sempre à noite, e só para quando alguém lhe promete tabaco. E no dia seguinte, pela manhã, aparece uma velhota solicitando o prometido.

Mas será que a Matinta só aparece no interior? As jovens Maria de Belém e Oscarina Vasconcelos narram um fato curioso ocorrido aqui na cidade. Vamos ao fato:

"Corria certo ano da década de 1960. No Acampamento, próximo à rua Nova, os maoradores andavam inquietos. Todas as noites, após as 12 badaladas, ouviam-se assobios estridentes de Matinta Perera. Procuravam por toda parte e nada do incômodo pássaro.

Os assobios continuaram até o dia em que certa dona de casa mais o proprietário da sede onde funciona o clube Estrela Negra resolveram esclarecer o mistério e tirar tudo a limpo.

Consultaram pessoa entendida e, certa noite após os preparativos exigidos, de posse de uma tesoura virgem, uma chave e um terço, colocaram o plno em prática.

Cerca de meia-noite abriram a tesoura, enterraram-na no quintal, no meio desta, a chave e por cima o terço. Após tal ritual, fizeram diversas orações e esperaram dentro de casa.

Lá pelas 4 horas, ouviram o formidável ronco de um porco, que se debatia no quintal, próximo à tesoura e acessórios. Mas, apesar dos roncos de porco, ninguém quis olhar o que era. Apesar da Matinta Perera estar "presa" pela "fórmula" colocada no quintal, ninguém devia ver, até o momento da transformação.

Ao amanhecer, logo após às 6 horas, todos correram ao local. No quintal, no meio da lama, bastante suja, estva uma mulher, que não consehuia afastar-se do lugar. Seguraram a mulher, desenterraram a tesoura, tiraram a chave e o terço e, após isto, chamaram guardas-civis a quem entregaram a mulher.

Esta foi levada para o Posto Policial da Pedreira, acompanhada de um grande número de pessoas.

E, ao responsável pelo Posto, foi feita a terrível acusação: ela "vira" Matinta Perera!

Ouvida, a mulher disse não ter parentes e morar no bairro do Jurunas e não saber do que a acusavam. E, como não é configurado como crime "virar" Matinta Perera, após a turba haver se desfeito, soltaram a mulher que seguiu seu rumo.

Apenas no acampamento, à noite, continuavam a ouvir os assobios estridentes da Matinta Perera ... Diziam os mais crentes:

-É ela, a desgraçada. Está se vingando do que lhe fizemos ...!

Fonte: Revista Ver-o-Pará. Lendas e Mitos da Amazônia - Walcir Monteiro
Imagem: Criada pelo prof. de Artes, Edson Paixão para o cenário da Semana do Folclore da Escola

sábado, 11 de setembro de 2010

Culminância da Semana do folclore

No último dia 31 de agosto ocorreu na escola a culminância da Semana do Folclore. Durante todo o mês, foram realizadas atividades com os alunos, em sala de aula, sobre as lendas amazônicas, como: gênero e estrutura das lendas leitura, interpretação e compreensão. Além dessas atividades, foram trabalhadas também músicas, dança e dramatização.
Neste dia, os alunos do CII-1º ano e CII-2° ano apresentaram para as outras turmas a lenda da Matinta-Perera do Acampamento, ensaiada pelas profas. Ivani Rocha (sala de aula) e Silene Faro (biblioteca) e a dança da Matinta com a música do Mosaico de Ravena, ensaiada pela profa. Sílvia Leão (Sala de Leitura). O cenário e toda a decoração foi criada pelo prof. Edson Paixão.
O caçador e o Curupira
O Boto e a Ribeirinha
A Matinta Perera do Acampamento
Fififiuuuuuuu!!! Será a Matinta?!!
Vamos pegar a Matinta: tesoura virgem, chave e terço
Ela vira Matinta Perera!!!!
Mas que bagua essa?!! Ela vira Matinta-Perera!!!

Fiuuuuu! fiuuuuu!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

I Campenato da Palavra: finalistas

Alunos classificados para a etapa final do I campeinato da palavra que ocorrerá dia 31 de agosto no turno da manhã, durante a programação da culminância do mês do folclore:
1º turno
  1. Afonso de Matos Magalhães
  2. André de Matos Magalhães
  3. Natália Santos Silva
  4. Andrey Sipriano Gonçalves
  5. Thalia Pereira Martins
  6. Ester Melissa Cabral

2º turno

  1. Victória Ketry
  2. Izabel Lima Batista

3º turno

  1. Rayane Maciel
  2. Matheus Cunha
  3. Marcelo Antunes
  4. Lorena

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lendas Amazônicas

Estas são as lendas que estamos trabalhando para a culminância da Semana do Folclore.

2ª etapa do I Campeonato da Palavra

Ocorreu hoje, 23 de agosto, a 2ª etapa do I Campeonato da Palavra. Nesta etapa, os alunos classificados na 1ª fase, tiveram que fazer um ditado com 20 palavras. Os alunos não poderão errar mais que 50% das palavras ditadas para poderem passar para a etapa final, que será no próximo dia 31 de agosto.

domingo, 22 de agosto de 2010

Dia do folclore

Durante esta semana os professores de Artes (Eson Paixão), Sala de Leitura (Sílvia Leão), Sala de Informática (Cristiano), professora Ivani, juntamente com a professora da Biblioteca (Silene Faro) estarão trabalhando o tema "Folclore" com seus alunos. A culminância dos trabalhos será dia 31 de agosto com várias apresentações no pátio da escola. Enquanto isso vamos aprendendo um pouco mais sobre este tema:

Origem do dia do folclore
Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra "folclore"?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafolclore4.html

Ensinando a fazer coleta seletiva

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“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
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Reflexão

"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”

Rubem Alves